Marrocos deve terminar imediatamente com a ilegal detenção de jovens Saharauís 

 A 7 de Julho de 2015 às 9:30, as forças de segurança marroquinas, prenderam o jovem de 15 anos Abujahid Abid. A sua mãe descreveu o sucedido aos membros da AdalaUK: 
” O meu filho saiu cerca das oito horas para fazer um par de coisas que eu lhe tinha pedido para fazer, e não voltou mais para casa. Eu, saí e pedi aos seus amigos que estavam a brincar na rua, se o tinham visto. Responderam-me que alguns policias das forças de ocupação marroquina, tinham andado a fazer perguntas sobre o meu filho, mas não me souberam dizer se o levaram ou não. Fiquei deveras preocupada e não consegui dormir toda a noite.

“No dia seguinte, por volta das 16:00, agentes à paisana vieram à minha casa, para me dizer que o meu filho tinha sido detido, contudo não me deram nenhuma explicação do motivo nem de quando o detiveram.” 

As autoridades, acusaram o jovem Saharauí de partir uma das janelas do Banco do Povo Marroquino na Calle Smara na cidade ocupada de El Aaiún. De acordo com o seu relato aos membros da AdalaUK, Abujahid afirma não ter atirado pedras a ninguém, e a nenhum edifício. Diz ainda que foi detido na Esquadra da Policia, em condições terríveis, durante 34 horas, até ser finalmente libertado, mantendo-se em liberdade condicional.
 Às 14:00 do dia 9 de Julho, Abujahid compareceu perante o procurador do Rei no tribunal de Apelação de El Aaiún que apresentou este caso ao juiz. Embora a mãe estivesse presente e tenha reclamado a inocência do filho, denunciando as condições da detenção a que foi o jovem sujeito e ao interrogatório a que foi submetido, já na prisão, sem direito quer a um advogado ou mesmo um membro da família, sendo ele menor. O juiz, libertou Abujahid e fixou a data da sentença para o dia 1 de Outubro.
Abujahid explicou aos membros da AdalaUK o momento da sua detenção: “Saí de casa e ia a caminhar na rua quando um carro da polícia parou e alguns oficiais saíram e me obrigaram a entrar no carro. Nenhum deles, me disse o porquê, mas também não me insultaram ou bateram enquanto segui no carro com eles. Pouco depois, chegamos á Esquadra. Eu seguia com as mãos atrás das costas algemado. Lá dentro, levaram-me para uma sala, onde seis agentes à paisana me vendaram os olhos e começaram a bater-me à volta da cabeça enquanto me insultavam. Na manhã seguinte, alguns policiais mandaram-me assinar e colocar minhas impressões digitais em vários documentos, não me deixando ler e nem mesmo me informaram do conteúdo desses documentos.”
É importante realçar que Abujahid e a sua família foram espancadas por policias, que depois atearam fogo à sua casa.

Através de um recente relatório, a AdalaUK documentou 360 casos de crianças Saharauís que sofreram abuso às mãos das autoridades marroquinas. Abujahid foi um desses casos. Estes abusos contrariam totalmente a Declaração da ONU de 1959 sobre os Direitos da Criança. A AdalaUK apresentou o relatório sobre a detenção e a tortura de crianças Saharauís à 28ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, em Maio deste ano. Em resposta, a delegação marroquina reconheceu que as crianças não representam nenhuma ameaça, contudo não adoptaram qualquer tipo de medida de segurança, continuando a rejeitar a realidade da situação que enfrentam as crianças Saharauís detidas por motivos políticos ou pelo seu envolvimento em manifestações visando o direito à autodeterminação do povo Saharauí.

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