Prisões Marroquinas

Braica El Amari

Braica El Amari

No dia 7 de Agosto de 2015, Braica El Amari, outro prisioneiro Saharaui, morreu devido a negligência médica agravada numa prisão de Ait Maloul em Marrocos. As causas da sua morte foram as péssimas condições da sua cela e negligência médica. Estas têm sido as causas mais frequentes das mortes dos presos Saharauis nas prisões marroquinas, sendo que só este ano já morreram 3 presos e nos últimos dois anos foram 10 o numero de óbitos devido a estes dois factores.

De acordo com informações recebidas pela Adala Reino Unido através dos seus familiares, Braica teve sérios problemas de saúde. “Um dia antes da sua morte, fui visitá-lo, encontrei-o já em estado muito grave. Quase não podia levantar-se, e queixava-se de fortes dores na cabeça, nas pernas e mãos, disse um familiar. “Estou certo de que a administração da cadeia, não quis pagar, para lhe dar uma condição sanitária condigna e cuidados médicos”, acrescentou outro membro da família.

A família de Braica exigiu uma autópsia para determinar a causa da morte. Apresentaram ainda uma queixa oficial ao Ministério Público nos tribunais de Agadir pedindo às autoridades Marroquinas uma investigação exaustiva, imparcial e independente sobre esta morte e a publicação dos resultados.

Em Janeiro deste ano, o cidadão Saharaui Abdul Baqi Aliyen Antahah morreu aos 22 anos na “prisão negra” de El Aaiun, onde as condições sanitárias são notoriamente muito más, e os presos são, por rotina submetidos a torturas. Abdul tinha sido mantido em prisão solitária e brutalmente torturado. Estava quase inconsciente, e negou qualquer tipo de atenção médica. Morreu três dias após o terem colocado em prisão solitária.

Outros casos de mortes nas prisões Marroquinas nos últimos dois anos, incluem os casos dos presos Saharauis Hasana El Wali, Mubarak Al-Mutawakkel e Mohamed El Burhimi.
A Adala Reino Unido publicou vários relatórios sobre estes casos e também várias fotos que evidenciam as más condições das prisões, sendo que estes casos foram também destacadas por organizações internacionais de direitos humanos como a Amnistia Internacional ou Human Rights Watch.

No Relatório do Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária após uma visita a Marrocos (09-18 Dezembro de 2013) – A / HRC / 27/48 / Add.5, não inclui visitas a presos Saharauis em qualquer prisão marroquina. A equipe também não visitou as celas ou zonas comuns nas prisões.

A Adala Reino Unido, insta a comunidade internacional, e as Nações Unidas em particular, a exigir ás autoridades Marroquinas que garantam as normas mínimas de segurança e higiene, para todos os prisioneiros nas prisões marroquinas, proporcionando-lhes o acesso a cuidados médicos e à libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos.

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