Marrocos: Novo ataque contra a liberdade de expressão no Sahara Ocidental.


A Aadala Reino Unido está preocupada com a continuidade da imposição das duras sanções contra os Saharauis.
A acusação de Embarek Edaudi, activista político preso depois de anunciar a defesa dos direitos do povo do Sahara Ocidental, mostra a obstinada determinação das autoridades Marroquinas tentando silenciar os Saharauis e restringir a liberdade de expressão no Sahara Ocidental.

O Tribunal de Recurso, em Agadir (Marrocos), decidiu na segunda-feira manter a sentença arbitrária de cinco anos de prisão contra o preso político Saharaui Embarek Edaudi, emitida a 3 de Dezembro de 2015.

Embarek Edaudi apresentou-se pela segunda vez perante o tribunal de recurso após o adiamento do julgamento no passado dia 25 de Janeiro de 2016, por Edaudi ter entrado no tribunal a gritar slogans a favor do direito do povo Saharaui à auto-determinação. Embarek Edaudi passou dois anos e três meses detido sob custódia do Tribunal Militar Rabat após a condenação de entre três a seis meses de prisão efectiva contra si, nas prisões marroquinas de Gleimim, Ait Melul y Salé.

Mbarek Daoudi, activista Saharaui detido desde Setembro

Falar livremente não é um crime; Embarek foi julgado por anunciar que defendia a autodeterminação de forma pacífica e isso é que é um absurdo. É evidente que as autoridades marroquinas estão simplesmente a puni-lo por exercer pacificamente seu direito à liberdade de expressão.

As acusações contra Embarek constituem uma descarada e flagrante tentativa de calar e intimidar todos os que promovem e defendem o direito de autodeterminação do povo Saharaui. Constitui um flagrante ataque à liberdade de expressão contra a população Saharaui e devem ser retiradas de imediato.

Embarek, ex-soldado do exército Marroquino e defensor da autodeterminação Saharaui. O seu caso parecia ter uma motivação politica, e enfrentou acusações de posse de munições sem licença e tentativa de fabrico de armas, com base no fato da polícia ter encontrado uma arma antiga durante a sua prisão em Setembro de 2013 . Embora tenha negado constantemente os crimes emitidas pelo procurador e afirmou ter sido vítima de tortura e maus-tratos por parte da polícia, os tribunais por diversas vezes ignoraram as suas queixas e as dos seus advogados de defesa sobre o incumprimento do procedimento penal, admitindo contudo, as suas confissões alegadamente obtidas sob tortura e outros maus tratos enquanto estava detido em prisão preventiva.

Adala UK y outras ONG apresentaram ao Conselho de Direitos Humanos um relatório para que uma resolução sobre o respeito e a promoção dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado por Marrocos seja adoptada.

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