Adala.UK denuncia uma alarmante onda de ataques contra Saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental

mareeeÉ chegado um momento crítico na história recente dos territórios ocupados do Sahara Ocidental. O governo marroquino enfrenta um dilema: abandonar os Saharauis nos territórios ocupados e deixa-los á mercê de uma brutal onda de repressão nas mãos dos colonos marroquinos ou tomar medidas urgentes para demonstrar que o seu compromisso para com a protecção dos direitos humanos e da igualdade não é apenas uma promessa vazia.

Esta nova onda de repressão contra os Saharauis que vivem nos territórios ocupados começou no início de Março, em reacção ao discurso feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon na sequência da sua visita aos campos de refugiados Saharauis em Tindouf (Argélia). Em resposta, o governo de Rabat organizaram protestos em El Aaiún, capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental, contra o Secretário-Geral. O governo marroquino acusou o Secretário-geral da ONU de perder a sua neutralidade na sequência da sua visita aos campos. O governo marroquino expressou a sua indignação por Ban se ter referindo ao “Sara Ocidental Ocupado” e tomou a sua visita como um insulto. O governo de forma unilateral ordenou aos membros da MINURSO para deixar Sahara Ocidental.

Milhares de colonos tomaram parte nos protestos em El Aaiún, gritando slogans racistas nas ruas contra a população Saharaui. O governo não agiu contra este abuso racista que viola as suas obrigações internacionais. Os protestos foram acompanhados por uma onda de mensagens através das redes sociais, feitas por marroquinos contra a população Saharaui, chamando-os de “traidores contra Marrocos: contra rei e do país”. Os colonos participaram nas manifestações convocadas que ditaram a partida da MINURSO. Incluíram nos seus cânticos: “Morte ao inimigo Saharaui – o Rei tem o seu reino” e “Morte ao Saharaui Polisário”. Tudo isto causou violentos confrontos entre os Saharauis e as forças de ocupação marroquinas e os colonos em várias áreas da cidade, incluindo Colomina, um distrito principal na capital do Sahara Ocidental. Forças de ocupação Marroquina e colonos atacaram violentamente os Saharauis nativos quando estes saíram de suas casas para demonstrar pelo seu direito à autodeterminação. Muitos ficaram feridos, incluindo Ikhalil Shayn, que ficou gravemente ferido. Explicou que foi atacado por um grupo de colonos e forças de ocupação Marroquinas. Membros da Adala.Uk confirmaram que ele ficou gravemente ferido por todo o corpo o que indica ter sido espancado com um instrumento contundente.

Isso reflecte um aumento do envolvimento dos colonos marroquinos na ocupação do governo do Sahara Ocidental. Para além de apelar à expulsão de MINURSO, eles ameaçaram voltar à luta armada e usam agora esse pretexto como moeda contra a comunidade internacional, por forma a impedir o seu apoio na organização do referendo de autodeterminação dos Saharauis. Muitos colonos marroquinos estão dispostos a pegar em armas contra a população Saharaui e contra a Argélia reforçando a sua posição no debate internacional sobre a situação. Juntamente com uma campanha de propaganda marroquina, o ódio contra a população Saharaui está sendo alimentado entre marroquinos na defesa da conquista por Marrocos no Sahara Ocidental.

No dia 16 de Março as forças de ocupação marroquina, dispersaram brutalmente um protesto pacífico de um grupo de Saharauis em solidariedade com os prisioneiros de Gdeim Izik que entraram no seu 20º dia de greve de fome. Entre os activistas que foram feridos estava o ex-prisioneiro político e jornalista que também é membro da Adala.Uk, Salha Boutanguiza, que disse: “Eu quis participar e testemunhar as manifestações pacíficas. Todas as estradas estavam cheias de policiais fardados e á paisana que para além de insultar, espancaram violentamente todos os manifestantes. Fui rodeado por vários oficiais que me bateram. Um deles bateu-me no rosto e comecei a sangrar do nariz caindo depois no chão. ” (Ver vídeo)

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A Adala.Uk condena as ameaças marroquinas contra a ONU, bem como os ataques contra o secretário-geral, que procuram minar a comunidade internacional e os seus esforços para encontrar uma solução para o conflito que irá garantir o direito à autodeterminação do povo Saharaui. Instamos a comunidade internacional em geral, e o governo marroquino em particular, a respeitar o direito do povo do Sahara Ocidental e a organizar um referendo de autodeterminação, onde as pessoas possam decidir sobre seu próprio governo e assegurar livremente o seu próprio desenvolvimento económico, social e cultural desenvolvimento esse, sem qualquer tipo de controlo ou intervenção externa, conforme descrito em tantas resoluções da ONU. Este é um direito humano intrínseco do povo Saharaui e deve ser respeitado.

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