Marrocos deve permitir que observadores internacionais entrem no Sara Ocidental

Dois advogados, José Revert Calabuig e Nieves Cubas Armas, representantes do Conselho Geral dos Profissionais Jurídicos Espanhol que pretendiam visitarem, como observadores internacionais, o julgamento de 21 de Dezembro do activista Saharaui Ali Saadouni e dos seus companheiros activistas em El Aaiún. Foram expulsos da capital do Sahara Ocidental ocupado ao meio-dia de 20 de Dezembro, enviados de avião de volta para Gran Canaria.

“Eles expulsaram-nos sem qualquer explicação e nem sequer nos deixaram fazer perguntas. Disseram-me para ir com eles, levaram-me de volta à sala de embarque e colocaram-me no avião”, disse Nieves Cubas. “É uma grosseira violação do direito à representação legal, nós estávamos lá para dar voz aos Saharauis. Sabemos que o território do Sahara Ocidental ainda precisa ser descolonizado”, acrescentou. 

Centenas de activistas, jornalistas e observadoresinternacionais tentaram entrar nos Territórios Ocupados, chegando em vários voos a El Aaiún ocupado. Vieram em resposta aos apelos de grupos de Saharauis e ONGs que querem pôr fim ao bloqueio imposto na região por Marrocos, que está a impedir a participação das pessoas em actividades de resistência não violenta contra a ocupação marroquina.
Marrocos tem repetidamente afirmado que “os visitantes são radicais pró-Saharauis”, acusando-os de querer perturbar a ordem pública. Membros de Adala UK nos Territórios Ocupados confirmam que a 89 pessoas foi negada a entrada na região este ano. Já anteriormente tinha sido rejeitada a entrada a outros activistas europeus que tentaram entrar nos Territórios Ocupados e igualmente foram levados para outras cidades marroquinas.
José Revert Calabuig disse-nos: “O motivo que esta na base da nossa expulsão é o facto de as autoridades marroquinas não querem que seja gravado por nós o que acontece nos julgamentos que ocorrem contra os Saharauis – isso era tudo o que estávamos aqui para fazer”.

O mundo, incluindo a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch e as Nações Unidas, viram as graves violações dos direitos humanos ocorridos nos Territórios Ocupados contra os Saharauis, sobretudo em resposta a protestos pacíficos que buscam a autodeterminação do povo Saharaui, e a consequente detenção arbitrária diária de civis. A inacção da comunidade internacional diante dessa crueldade é vergonhosa. Como não há recriminação por estes actos, o governo marroquino continua a cometer estas violações de direitos humanos em massa. Eles negam essas violações, e também impedem que observadores internacionais cheguem aos Territórios Ocupados para observar o que lá acontece diariamente.
Se o governo marroquino não tem nada a esconder, deve permitir que observadores internacionais, incluindo monitores de direitos humanos, entrem nos Territórios Ocupados. Isso faz parte das suas obrigações nos termos dos convénios e tratados internacionais que assinaram.
Adala Reino Unido condena o bloqueio que o governo marroquino impos nos Territórios Ocupados do Sahara Ocidental em termos de observação internacional. Exortamos a ONU a cumprir as suas promessas e assegurar que esse bloco seja imediatamente levantado.

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