Adala Reino Unido condena a detenção arbitrária do jovem saharaui Hamza Al Ansari

As autoridades marroquinas detiveram Hamza Al Ansari, conhecido como activista que participa regularmente em manifestações pacíficas, exigindo a autodeterminação do Sahara Ocidental. Ele foi detido por tentar juntar-se a um grupo de saharauis que queria celebrar a liberdade dos ex-prisioneiros do grupo “Gdeim Izik” na capital do Sahara Ocidental na última sexta-feira e transferido para a “prisão negra” em El Aaiun.

Testemunhas oculares relataram que ele foi espancado e depois forçado a entrar num carro de polícia marroquino. Posteriormente, o seu paradeiro manteve-se desconhecido durante 48 horas. Provavelmente terá sido submetido a torturas na esquadra antes de ser transferido para a prisão. A razão dada pela polícia para a sua detenção foi a “organização e participação em manifestações pacíficas”.

Em 21 de Julho, um grande número de cidadãos saharauis tentaram chegar à casa dos ex-prisioneiros do grupo Gdeim Izik – Diech Daf e El Bakai Arabi – que foram libertados por um tribunal marroquino na semana passada depois de terem passado 6 anos na prisão de Sale. As autoridades marroquinas fecharam todas as ruas que desembocavam nas suas casas e não deixaram ninguém passar. Qualquer pessoa que tentasse passar nessas ruas era interrogada pela polícia.

Os activistas da Adala UK presentes, observaram casos de extrema força usada ​​pelas forças marroquinas contra cidadãos saharauis. Um grupo de saharauis foi cercado e espancado, resultando em pelo menos dez pessoas feridas. E foi neste contexto que se deu a detenção de Hamza Al Ansari.

A Adala UK considera a detenção de todos os cidadãos pacíficos saharauis como uma violação do seu direito à liberdade de expressão, usado pelas autoridades marroquinas para silenciar vozes que exigem a autodeterminação saharaui. Hamza e todos os outros presos políticos devem ser libertados imediatamente e os casos de espancamentos e violências cometidos pelas forças de segurança em 21 de Julho devem ser investigados e os responsáveis ​​levados à justiça.

O Adala UK solicita às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança que prorroguem o mandato da MINURSO (missão da ONU para um referendo no Sara Ocidental) incluindo um mecanismo de monitoramento dos direitos humanos que ajude a prevenir mais casos como este no futuro e chamar a atenção da comunidade internacional. Sob o actual bloqueio de informações que o Estado marroquino impôs ao Sahara Ocidental, o relatório sobre a situação dos direitos humanos tornou-se extremamente difícil.

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