cronologia

Breve História do Sahara Ocidental até à conferência de Berlim em 1884

western-sahara-mapNo início do séc. V a.C. (entre 500 e 480) – O cartaginês Hanón relata no “O Périplo” ter chegado à costa do Sahara. Encontrou pessoas que viviam da pastorícia. Antes do final do século VII (d.C) – O Sahara era povoado por negros, berberescos (Sanhadja). Já nos finais do séc. VII – primeira metade do séc. VIII surgem relatos das primeiras incursões árabes no Sahara. Em Finais da idade média os navegadores europeus começam a explorar a costa do Sahara. No século XI realiza-se a incursão árabe protagonizada pelos Maguil, originários do Iemen, chegados do Egipto através da Tunísia. No principio do séc. XIII os árabes Maguil, antepassados dos Saharauis, das tribos Hassan, instalam-se no território.
Em 1291 realiza-se a expedição dos irmãos Vivaldi originários do sul de Itália que desaparecem ao sul de Uad Nun (Rio Nun). Em 1375 surgem pela primeira vez registos dos nomes Cabo Bojador e Cabo Juby na obra de Abraham Cresques “Atlas de Carlos V o Francês” O primeiro registo do nome Rio de Ouro surge no mapa de Nacia de Viladestes em 1405. De 1430 a 1466 registaram-se várias tentativas de desembarque dos portugueses, entre os quais Gil Eanes, goradas pelos habitantes.
João Fernandez inicia o comércio de ouro e escravos com os habitantes em 1446 e em 1476 Diego Herreta instala um entreposto comercial e edifica uma Torre em Santa Cruz de Mar Pequena (Sidi Ifni, região de Tarfaya). O estabelecimento da primeira fortaleza espanhola na costa do Sahara Ocidental foi em 1478. O Tratado hispano-português de Tordesilhas de 1494 consagra o “direito de conquista” dos territórios entre Bojador e Cabo Branco a Espanha. Em 1524 a feitoria de Santa Cruz de Mar Pequena (Sidi Ifni) é destruída pelos saharauis e em 1566 os saharauis repelem as tropas do sultão marroquino Mulay Mohamed El Mansur, que queria passar por Saguia el-Hamra, dirigindo-se à áfrica negra (sub-sahariana) em busca de ouro e escravos.
Uma expedição enviada pelos canários chega a Saguia el-Hamra em 1572 antes de serem expulsos pelos saharauis. Em 1591 os saharauis impedem a segunda expedição do sultão marroquino El Mansur que altera o seu itinerário evitando o Sahara indo a Tombuctu. Em 1636 os holandeses substituem os portugueses na exploração da costa saharaui.
A 28 de Maio de 1767 no tratado hispano-marroquino de Marraquexe , Marrocos reconhece no ter nenhum controle a sul do rio Nun, e em 1799 no tratado de Meknes (1 de Março) entre Espanha e Marrocos, o rei marroquino reconhece no ter nenhuma autoridade sobre os povos da ribeira de Nun.
De 1860-1861 o capitão francês Vincent explora a região saharaui de Adrar Setuf e Bu el Mojdad atravessa o Sahara do sul ao norte, ao serviço dos franceses, atravessando o rio Draa a 14 de Janeiro de 1861.
Em 1864 o espanhol Joaquín Gatel visita o Sahra e atesta a independência das tribos saharauis.
1884 – A “Sociedade espanhola de africanistas e colonialistas” ocupa a comarca de Rio de Ouro. No dia 26 de Dezembro, um decreto real coloca a região entre Bojador e La Guera, sob a autoridade espanhola. Emilio Bonelli estabelece entrepostos na costa saharaui, sobretudo em Villa Cisneros (Dahkla). Espanha informa Berlim e as potências europeias do estabelecimento do protetorado espanhol nos territórios ente Bojador e Cabo Branco.

CRONOLOGIA

Início do séc. V a.C. (entre 500 e 480) – O cartaginês Hanón relata no “O Périplo” ter chegado à costa do Sahara. Encontrou pessoas que viviam da pastorícia.

Antes do final do século VII (d.C) – O Sahara era povoado por negros, berberescos (Sanhadja).

Finais do séc. VII – primeira metade do séc. VIII – relatos das primeiras incursões árabes no Sahara

Finais da idade média – Os navegadores europeus começam a explorar a costa do Sahara

Século XI – Incursão árabe protagonizada pelos Maguil, originários do Iemen, chegados do Egipto através da Tunísia.

Principio do séc. XIII – Os árabes Maguil, antepassados dos Saharauis, das tribos Hassan, instalam-se no território.

1291 – expedição dos irmãos Vivaldi originários do sul de Itália, desaparecem ao sul de Uad Nun (Rio Nun)

1375 – surgem pela primeira vez registos dos nomes Cabo Bojador e Cabo Juby na obra de Abraham Cresques “Atlas de Carlos V o Francês”

1405 -1413 – primeiro registo do nome Rio de Ouro no mapa de Nacia de Viladestes. O francês, da normandia , Jean de Béthencourt é expulso pelos habitantes

1430-1466 – várias tentativas de desembarca dos portugueses, entre os quais Gil Eanes, goradas pelos habitantes

1446 – João Fernandez inicia o comércio de ouro e escravos com os habitantes

1476 – Diego Herreta instala um entreposto comercial e edifica uma Torre em Santa Cruz de Mar Pequena (Sidi Ifni, região de Tarfaya)

1478 – estabelecimento da primeira fortaleza espanhola na costa do sahara ocidental.

1494 – Trata hispano-português de Tordesilhas que consagra o “direito de conquista” dos territórios entre Bojador e Cabo Branco a Espanha.

1524 – A feitoria de santa Cruz de Mar Pequena (Sidi Ifni) é destruída pelos saharauis

1566 – Os saharauis repelem as tropas do sultão marroquino Mulay Mohamed El Mansur, que queiria passar por Saguia el-Hamra, dirigindo à áfrica negra (sub-sahariana) e busca de ouro e escravos.

1572 – uma expedição enviada pelos canários chega a Saguia el-Hamra antes de serem expulsos pelos saharauis.

1591 – Os saharauis impedem a segunda expedição do sultão marroquino El Mansur que altera o seu itinerário evitando o Sahara indo a Tombuctu

1601 – o francês Jean Mocquet chega à costa do Sahara

1636 – Os holandeses substituem os portugueses na exploração da costa saharaui.

1764 – O capitão George Glas, comerciante escocês, tenta fundar um entreposto no Porto Cansado no sul da costa saharaui.

1767 –No tratado hispano-marroquino de Marraquexe (28 de Maio) , Marrocos reconhece no ter nenhum controle a sul do rio Nun.

1799 – No tratado de Meknes (1 de Março) entre Espanha e Marrocos, o rei marroquino reconhece no ter nenhuma autoridade sobre os povos da ribeira de Nun.

1810 – 1815 – Os saharauis têm como prisioneiros os ingleses Alexander Scott, Robert Adams e o capitão americano James Riley.

1860-1861 O capitão francês Vincent explora a região saharaui de Adrar Setuf e Bu el Mojdad atravessa o Sahara do sul ao norte, ao serviço dos franceses, atravessa o rio Draa a 14 de Janeiro de 1861.

1864 – O espanhol Joaquín Gatel visita o Sahara e atesta a independência das tribos saharauis.

1876 –assinatura de um acordo entre os ingleses Mackenzi e Hauserch e os habitantes saharauis permitindo a instalação de um entreposto

1879-1895 – O engenheiro escocês Donald Mackenzie funda a “North West African Trading Company” em Cabo Juby (Trafaya)

1884 – A “Sociedade espanhola de africanistas e colonialistas” ocupa a comarca de Rio de Ouro. No dia 26 de Dezembro, um decreto real coloca a região entre Bojador e La Guera, sob a autoridade espanhola. Emilio Bonelli estabelece entrepostos na costa saharaui, sobretudo em Villa Cisneros (Dahkla). Espanha informa Berlim e as potências europeias do estabelecimento do protetorado espanhol nos territórios ente Bojador e Cabo Branco.

1884-1885 – Conferencia de Berlim sobre a repartição de África entre as potências europeias

1886 – A “Sociedade de Geografia Comercial” espanhola organiza expedições ao Sahara. Álvaro Pérez explora a zona do rio Draa e do rio Saguia el-Hamra e assina um “tratado de protecção” com os chiuj saharauis (tribo Izerguiín). A 12 de Julho F. Quiroga, J. Cervera e F. Rizzo assinam tratados de protecção com algumas tribos do Sahara.

Negociações hispano-francesas, em Março, em Paris para delimitar as respectivas possessões no Sahara e no Golfo da Guiné.

O francês Camille Douls chega ao Rio de Ouro por mar, é feito prisioneiro dos saharauis (Uled Dlim) e permanece em cativeiro vários anos antes de conseguir fugir e regressar a França.

1895 – Cheikh Ma-el-ainin funda a cidade de Smara

1900 – Assinatura a 27 de Junho do acordo hispano-francês definindo as fronteiras sul e sudoeste do Sahara com a Mauritânia

1903 – O capitão Francisco Bens é nomeado “governador político-militar” do Sahara

1904 – 17 de janeiro chegada Francisco Bens a Dahkla .

A 3 de Outubro, em Paris, é assinado do acordo hispano-francês definindo as fronteiras norte do Sahara com Marrocos.

1910 – Saharauis (tribo Izerguien) atacam e ocupam o entreposto construído por Mackenzie.

1912 – A 27 de Novembro assinatura do acordo hispano-francês em Madrid confirmando as fronteiras do Sahara

1913 – Os franceses incendeiam e destruem Smara

1916 – Francisco Bens entra em Tarfaya

1920 – A 30 de Novembro, tropas espanholas ocupam La Guera (costa do ferro)

1926 – em Maio, Mermoz aterra a 50km a sul de Tarfaya

1928 – A 1 de Julho, Reinie e Serre aterram ao sul de Bojador, são feitos prisioneiros dos saharauis (tribo Reguibat) e são libertados após pagamento de um resgate pelas autoridades espanholas.

1930-13 – Dias 6 e 7 de Setembro os saharauis atacam as tropas francesas em Chemán, 80km a norte de Atar. No dia 6 de Abril novo ataque dos saharauis. A 18 de Agosto novo ataque dos saharauis durante o qual morreu o tenente Mac Mahon.

1932 – A 14 de Março o tenente francês Mussat cai numa emboscada saharaui.

1933-34 – Primeira fase da “pacificação” espanhola da resistência saharaui com a ajuda de França

1934 – Em Maio ocupação de Daora, em Junho de Smara seguindo-se El Aaiun, Guelta-Zemur e Tichla. De 16 a 21 de Dezembro, conferencia hispano-francesa em Bir Mogrén sobre a “pacificaçãoo” da resistência saharaui.

1936 – Melga Lehkama (reunião entre França, Espanha e Marrocos) para a finalização do processo de “pacificação” da resistência saharaui.

1940 – Decreto espanhol de 21 de Abril coloca o Sahara e Ifni sob a autoridade do governador espanhol.

1947 – O geólogo espanhol Manuel Alia Medina descobre fosfato. No dia 12 de Fevereiro o Sahara é dividido administrativamente nas comarcas de Saguia el_Hamra e Rio de Ouro.

1950 – Visita do General Franco ao Sahara nos dia 20 e 21 de Outubro.

1957 – Espanha responde à carta do secretário geral das nações unidas Hammarskjold , de 20 de Fevereiro de 1956 (que pede informações sobre os territórios sob administração colonial) declarando que vai responder à questão em momento oportuna.

1958 – A 10 de Janeiro, o Sahara é declarado “província espanhola”. Em Fevereiro efectuam-se operações militares em Teide (participaram espanhóis, franceses e marroquinos) com o objectivo de “pacificar” a resistência saharaui. A 10 de Abril Espanha oferece Tarfaya ao reino de Marrocos.

1960 – Aprovação da resolução1514 (XV) a 10 de Dezembro sobre o direito dos povos colonizados à autodeterminação e à independência. Inicio das prospecções petrolíferas no Sahara.

1961 – A 18 de Maio, Jaime Piníes, representante adjunto de Espanha na ONU intervém na 4ª comissão para a descolonização apresentado um relatório sobre a ituação do Sahara. A 14 de Dezembro é publicado o regime administrativa do Sahara, que é colocado sob a autoridade do governador geral.

1962 – primeiro inventário dos depósitos de fosfato e descoberta da sua importância tanto em quantidade como qualidade

1963 – No mês de Maio realizaram-se as primeiras “eleições privinciais e municipais” do Sahara.

1964 – 30 de Abril o representane espanhol Aznar declara perante a ONU o apoio de Espanha ao direito de autodeterminação do povo saharaui.

1965: Aprovação da primeira resolução da Assembleia-geral da ONU (2072 XX) relativa ao Sahara Ocidental segundo a qual Espanha tem que “adoptar de imediato todas as medidas necessárias para a descolonização do território”.

1967: Fundação do Movimento para a Libertação do Sahara.
1969: Na Cimeira argelino-mauritano-marroquina o Sahara Ocidental é declarado “matéria reservada” a Espanha e que deve resolver urgentemente o destino do Sahara Ocidental “de acordo com as resoluções da ONU”.

1970: Fundação do Partido da Unidade Nacional Saharaui (PUNS), com o apoio do estado espanhol.

1973: Fundação da Frente para a Libertação do Saguia el Hamra e Rio de Oro (Frente POLISARIO). Dia 20 de Maio a POLISARIO executa a sua primeira acção armada contra o posto de avançado espanhol de El Janga

1974: Espanha elabora um censo para a eventual realização de um referendo de autodeterminação a ter lugar em inícios de 1975. Marrocos apresenta a questão ante o tribunal Internacional de Haya em Setembro de 1974.

1975: Tribunal Internacional de Haya divulga, no dia 16 de Outubro, a sua decisão declarando que o Sahara não é “terra de ninguém”, nem tem laços de soberania com Marrocos ou com a Mauritânia. Hassan II organiza a Marcha Verde. A 14 de Novembro são assinados os Acordos de Madrid, pelos quais Espanha se compromete a abandonar o Sahara antes de 28 de Fevereiro de 1976. A maior parte da até então colónia passa para o controlo e ocupação de Marrocos e um terço do território para a Mauritânia. A população saharaui foge para território argelino ante a entrada das tropas marroquinas e mauritanas e estabelece-se em acampamentos na região de Tindouf. Durante a evasão, as populações são bombardeadas pela aviação marroquina com bombas de fósforo branco e napalm.
1976: Espanha abandona o território. A 27 de Fevereiro a Frente POLISARIO proclama a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) com o apoio da Argélia e de muitos países do chamado Terceiro Mundo. Marrocos rompe relações com a Argélia.

1979: Mauritânia, com o seu exército e economia esgotados por anos de guerra com os guerrilheiros saharauis, assina a paz com a Frente POLISARIO. Marrocos trata de invadir a totalidade do território. Envolvimento da Organização de Unidade Africana (OUA) na procura de uma solução pacífica para o conflito.

1980: O exército marroquino inicia a construção de uma série de muros defensivos em torno do território ocupado.

1981: Na cimeira da OUA, Hassan II diz aceitar celebrar um referendo de autodeterminação do Sahara.

1982: O Estado Saharaui (RASD) é aceite como membro de pleno direito na OUA.
1984: Marrocos retira-se da OUA (organização de que foi fundador).

1988: A Assembleia da ONU aprova um plano de paz para o Sahara, que é aceite por Marrocos e pela Polisario. O plano contempla a realização de um censo à população que possa reunir as condições para participar no referendo de autodeterminação, tendo por base o censo de 1974 realizado ainda na época colonial espanhola.

1991: A 29 de Abril, a ONU cria a Missão para o Referendo do Sahara (MINURSO). Marrocos e a Frente Polisario subscrevem o plano de paz e o cessar-fogo sob a tutela da ONU. É acordado convocar um referendo de autodeterminação para o povo Saharaui que, todavia, até hoje, nunca se chegou a realizar.
1992: Em Setembro, Hassan II anuncia o seu desejo de converter o Sahara numa região de Marrocos.

1997: Acordos de Houston. A ONU nomeia o antigo secretário de Estado norte-americano James Baker como representante especial para o Sahara Ocidental com o objectivo de relançar o processo para o referendo de autodeterminação. Prevê-se que a celebração da consulta tenha lugar no dia 7 de Dezembro de 1998.
1999: Mohamed VI sucede ao seu pai, Hassan II, no trono de Marrocos.

Mohamed VI, o novo rei de Marrocos, irá encontrar no Governo espanhol do PSOE um inusitado aliado para as suas teses

2000: Face aos numerosos recursos apresentados por Rabat, a ONU anula de novo o referendo.

2001: A ONU descarta a autodeterminação do Sahara Ocidental e impulsiona a solução da autonomia sob administração marroquina. Em Novembro, Mohamed VI visita o Sahara. É a primeira visita de um rei marroquino visita o território desde que a ONU iniciou, em 1991, os preparativos de referendo de autodeterminação.

2002: Kofi Annan propõe pela primeira vez ao Conselho de Segurança a partição do território saharaui.
2003: Em Janeiro, Baker apresenta um novo plano. Propõe a realização de um referendo não antes de quatro anos e não depois de cinco, etapa durante a qual o território teria um estatuto de autonomia dentro de Marrocos e seria administrado por um Executivo e uma Assembleia Legislativa provisórios. Em Julho, o representante da Frente Polisario na ONU anuncia que o seu movimento estaria disposto a explorar o Plano Baker.

2004: Depois do fracasso dos seus planos, Baker pede a demissão. o Conselho de Segurança da ONU opta por manter a missão de paz, MINURSO, na região.
2005: Em Maio, realizam-se manifestações pacíficas a favor da independência nas principais cidades do Sahara ocupado que são violentamente reprimidas pelas autoridades marroquinas. É a chamada “Intifada” saharaui

2007: Em Abril, Marrocos e a Frente Polisario apresentam à ONU planos para o Sahara, o plano marroquino baseia-se na autonomia do território. O da Frente Polisario na realização de um referendo de autodeterminação.

2008: Têm lugar diversas rondas de negociações falhadas entre as partes. Marrocos insiste na via da autonomia, enquanto a Frente Polisario defendo o direito à autodeterminação.

2009: Em Agosto, a ONU promulga a Resolução 1871 (2009) de 30 de Abril adoptada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas – onde se reafirma a necessidade de implementação das resoluções anteriores e decide prolongar o mandato da MINURSO até 30 de Abril de 2010

Expulsão de Aminetu Haidar a 13 de Novembro dos territórios ocupados para o aeroporto de Lanzarote

De 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 2009 Aminetu Haidar esteve em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, sendo repatriada no dia 18 após grande pressão internacional.

Parlamento Português aprovou em 27 de novembro voto de solidariedade relacionado com a situação da activista Aminetu Haidar, obtendo como resposta um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação marroquino dizendo-se “espantado” e “decepcionado” com tal acto.
2010: Resolução 1920 (2010) de 20 de Abril de 2010 adoptada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas – onde se reafirma a necessidade de implementação das resoluções anteriores e decide prolongar o mandato da MINURSO até 30 de Abril de 2011, não é incluído o alargamento do mandato da MINURSO aos direitos humanos.

A 9 de Outubro inicia-se o acampamento de Gdeim Izik que reúne mais de 40.000 civis saharauis a 13km de El Aaiun, no deserto, que se manifestam pelos seus direito sociais e direitos humanos. Noam Chomsky refere-se a Gdeim Izik como o “inicio da primavera árabe”. A 24 de Outubro é assassinado um jovem de 14 anos pelas autoridades marroquinas, até hoje a família não teve direito à realização de um funeral. Dia 8 de Novembro, desmantelamento, assalto e destruição por parte das forças militares e militarizadas marroquinas do acampamento da Dignidade Saharaui Gdeim Izik. Marrocos é acusado de violação dos direitos humanos e censura aos meios de Comunicação Social.

Visita a Portugal de Amenitou Haidar (8, 9 e 10 de Novembro) que denúncia a vários órgãos de comunicação social o desmantelamento brutal de Gdaim Izik.
Em Dezembro, a Assembleia-geral da ONU aprova uma resolução que reafirma o direito inalienável de todos os povos à livre determinação e à independência. Marrocos e a Frente Polisário concluem sem progressos a sua 5a ronda de negociações sobre o Sahara na ONU.

2011

5 de Janeiro- Chegada de uma patera à Fuerteventura proveniente do Sahara Ocidental, 16 dos jovens a bordo pediram asilo político, tendo participado no acampamento de Gdaim Izik, temem pela sua segurança, denunciando as detenções e repressão a que são sujeitos os saharauis após o desmantelamento do acampamento. No dia 7 de janeiro a Amnistia Internacional lança um apelo ao governo Espanhol pedindo que conceda o asilo político aos 16 jovens.

8 de janeiro – expulsão de observadoras internacionais (2 espanholas e 1 argentina) dos territórios ocupados.

9 de Janeiro – Adiamento do julgamento do “grupo dos 7” presos políticos saharauis no tribunal de Casablanca e inultos verbais e físicos aos observadores internacionais

10 de janeiro –Autoridades marroquinas impedem o acesso ao porto de Bojador a 70 pescadores saharauis

23-25 de janeiro – Visita de delegação de oito centrais sindicais europeias a El Aaiún (Espanha -CCOO, Confederação Intersindical e USO; Euskadi ELA – STV, Galícia -CIG; França – CGT; Itália -CGIL e Portugal – CGTP-IN)

7 de Fevereiro – cerca de 300 marroquinos impedem de forma violenta a realização da conferência : “Sahara ocidental, última colónia de África” no Fórum Social Mundial no Senegal

10 de fevreiro – publicação da lista de 176 presos políticos saharauis nas prisões dos territórios ocpupados e em Marrocos

26 de fevreiro – Na madrugada milhares de colonos marroquinos escoltados por veículos das autoridades marroquinas assaltam os bairros onde vive a população saharaui na cidade de Dakhla. No inicio da manhã os saharauis realizaram um “sitting” pacifico em protesto contra os assaltos, este protesto foi brutalmente desmantelado pelas forças de ocupação.

Março – Marrocos intensifica a repressão sobre o povo saharaui enviando para a cidade de Dakhla unidades militares da segunda região, assim como o militar de alta patente, Zawi, para dirgir pessoalmente a repressão e violência sobre os cidadãos saharauis em conjunto com o governador Hamid Chadat. A cidade de Dakhla está sitiada pelo exercito, policia, serviços secretos e colonos marroquinos.

Abril – O secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moon recomenda que a MINURSO inclua a monitorização dos direitos humanos no seu mandato.

14 de Abril – Marrocos liberta 52 presos políticos saharauis após as pressões internacionais e das Nações Unidas. Continuam encarcerados dezenas de presos políticos

19 de maio – repressão brutal de manifestação de centenas de saharauis em frente da casa da família de Said Dambar (jovem assassinado em 2010), dezenas de feridos.

1 de Junho – Conferência sobre a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental, integrada nas jornadas da sessão para os direitos humanos das nações unidas em genebra. Esta conferência foi organizada por Libertés-Fondation Danielle Mitterrand de França, Movimento contra o racismo e pela amizade entre os povos (MRAP), Movimento Internacional de jovens e estudantes para as nações unidas (ISMUN) e Federação Mundial da Juventude Democrática

4 de Junho – Ataques violentos dos colonos marroquinos contra os saharauis após o jogo de futebol Marrocos-Argélia.

15 de Junho – Visita de uma comissão de deputados do Bundestag (Parlamento alemão) aos territórios ocupados e reunião com a CODAPSO (associação saharaui de direitos humanos)

25 de setembro – Novo ataque de colonos marroquinos com o apoio e protegidos pelas autoridades marroquinas (militares e policiais) aos bairros onde vivem os saharauis em Dakhla. Colonos assassinam o saharaui Maichan Mohamed-Lamin Lahbib de 29 anos.

Outubro – As forças de ocupação marroquinas continuam o seu ataque à população civil saharaui na cidade de Dakhla com detenções indiscriminadas, maus tratos, destruição de bens e habitações e várias violações dos direitos humanos. Publicada lista de 25 detidos saharauis em Dakhla.

10 de Outubro – No aniversário de Gdaim Izik realizaram-se manifestações em todas as cidades dos territórios ocupados que foram violenta e brutalmente desmanteladas, originando dezenas de feridos e de detenções.

31 de Outubro – O eurodeputado Willy Meyer e o advogado José Pérez Ventura da Izquierda Unida de Espanha foram impedidos de sair do avião no aeroporto de El Aaiún , tendo sofrido agressões por parte de policias marroquinos.

14 de dezembro – O parlamento Europeu vetou a prolongação do acordo de pescas com Marrocos com 269 votos a favor, 326 contra e 58 abstenções, por motivos económicos, ecológicos e jurídicos.

2012

13 de Janeiro – Adiamento Sine Die do julgamento dos 24 presos políticos saharauis conhecidos pelo “grupo de Gdaim Izik” no Tribunal Militar de Rabat, Marrocos. Observadores internacionais de vários países da Europa iam assistir a este julgamento, entre eles representantes da ACOSO (primeira vez que observadores portugueses se deslocavam a um julgamento de presos políticos saharauis).

9 de Fevereiro – Aprovação na Assembleia da Extremadura espanhola de recomendação ao governo espanhol para atribuir estatuto diplomático a Frente POLISARIO. Votos a favor da Izquierda Unida e do Partido Popular e abstenção do Partido Socialista.

26 de fevereiro – Repressão brutal de um “sitting” ,manifestação pacifica, de saharauis na cidade Dakhla, que exigiam a libertação de todos os presos políticos

Março – durante tod o mês realizaram-se várias manifestações nas principais cidades dos territórios ocupados, que foram brutalmente desmanteladas pelas autoridades marroquinas, resultando dezenas de feridos civis saharauis e detenções arbitrárias.

18 de Abril – O Parlamento Europeu aprova uma resolução, com 84,04% votos a favor, denunciando as graves violações dos direitos humanos cometidos pelo Reino de Marrocos e exigindo o respeito pelos direitos fundamentais de associação, expressão e manifestação, a libertação dos presos políticos, em particular os 23 presos (grupo Gdaim Izik) aguardando julgamento desde Novembro de 2010 e apela a criação de um mecanismo internacional de vigilância dos direitos humanos nos territórios.

9 de Maio – Autoridades marroquinas expulsam dos territórios ocupados (aeroporto de El Aaiun) delegação da Federação Espanhola de Direitos Humanos. Uma manifestação pacifica de civis saharauis foi brutalmente atacada por forças marroquinas deixando várias pessoas gravemente feridas.

10 de Maio – Aprovado por unanimidade no parlamento da Extremadura espanhola uma declaração institucional na qual se reclama o cumprimento dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado ilegalmente por Marrocos.

27 de Julho – O parlamento da Extremadura espanhola celebrou o acto oficial de geminação com o povo saharaui.

17 de Setembro visita do relator especial das Nações Unidas contra a tortura, Sr. Juan Méndez. Após a reunião com o Sr. Juan Méndez em que foram apresentadas mais 200 denúncias, dezenas de activistas e membros de comités de defesa dos direitos humanos manifestaram-se pacificamente exigindo o direito a autodeterminação nas ruas de El Aaiún. As autoridades marroquinas atacaram violentamente a manifestação

24 de Outubro Adiamento Sine Die do julgamento dos 24 presos políticos saharauis conhecidos pelo “grupo de Gdaim Izik”

3 de Novembro – Christopher Ross, enviado especial para o Sahara Ocidental do Secretário Geral das Nações Unidas, terminou a visita oficial a Marrocos e ao Sahara Ocidental, seguindo para a Argélia.

6 de Novembro – 14 cidadãos europeus (10 espanhóis e 4 noruegueses) foram expulsos do Sahara Ocidental pelas autoridades marroquinas. Os activistas de direitos humanos foram ameaçados e detidos durante várias horas antes de serem expulsos.

5 de Dezembro o Parlamento Sueco aprovou, em sessão extraordinária, a sua decisão de reconhecer oficialmente a RASD e uma moção que urge o governo a reconhecer a RASD. O governo sueco não reconheceu a RASD.
2013

1 de fevereiro – Primeira audiência e adiamento de Julgamento do grupo dos 24 presos políticos saharauis (grupo Gdaim Izik) para dia 8 de Fevereiro

8 a 16 de Fevereiro – Julgamento do grupo de Gdaim Izik, presos políticos saharauis no tribunal militar de Rabat. O julgamento contou com mais de 40 observadores internacionais entre os quais dois representantes da ACOSOP. As penas atribuídas vão de 20 anos a prisão perpetua. No que respeita ao julgamento apesar das normas e dos instrumentos internacionais dos direitos humanos, ratificados por Marrocos, e apesar de dispor de uma maquinaria policial e judicial bem dotada, o direito esta não tem em conta, no procedimento judicial, o direito vigente, vulnerando-se na sede judicial e em dependências e instituições, a legislação de aplicação, tornando este processo um processo Nulo de Pleno Direito.

Abril – Conselho de segurança das Nações Unidas veta a inclusão da monitorização dos direitos humanos no mandato da Minurso. EUA votam contra apesar de dias antes terem dito que iriam votar a favor, após essa declaração o governo marroquino cancelou manobras militares conjuntas e iniciou um trabalho de pressão internacional com França.

Maio -Visita de vários órgão de comunicaçãoo social dos EUA e Reino Unido (CNN, NBC ,Washington Post, New York Times, BBC, SkyNews entre outros) aos territórios ocupados.

4 de Maio – maiores manifestações das últimas 4 décadas nos territórios ocupados. Milhares de manifestantes e grande repressão das autoridades marroquinas.

Deslocação e reforço de contigente militar nos territórios ocupados que passam a viver em estado de sitio, jornalistas e repórteres de imagem são perseguidos como nunca antes.

Expulsa delegação de 3 activistas de direitos humanos da Noruega.

Visita de delegação Alemã de activistas de direitos humanos ao local onde a Siemens inicia o projecto Eólico nos territórios ocupados com Marrocos.

Aprovação no Parlamento do acordo de Pescas entre a UE e o Reino de Marrocos que inclui águas territoriais do Sahara Ocidental, uma grave violação do direito internacional.

2014 – Janeiro . violentos ataques das forças de ocupação marroquinas contra a população Saharauí nos territórios ocupados, verificando-se dezenas de sequestros, detenções arbitrárias, feridos e destruição de casas.

Visita oficial do enviado especial do Secretário Geral da ONU, Christopher Ross

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